Palavra do Presidente

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O Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I representa um marco importante para o setor de energia brasileiro. Com capacidade instalada de 1.551 MW, a maior termoelétrica a gás da América Latina contribuirá de forma decisiva para a segurança energética do país. A tecnologia utilizada, baseada em turbinas a gás de última geração, permitirá uma geração eficiente, de menor custo e de impacto ambiental reduzido. Instalada no Nordeste, onde a geração renovável representa uma parcela importante da matriz energética, a usina proverá o equilíbrio do sistema elétrico, permitindo uma melhor gestão da oferta e da demanda de energia na região.
 
Na implantação do empreendimento foram consideradas soluções tecnológicas capazes de minimizar os impactos socioambientais. A utilização de água do mar no processo de resfriamento da usina, por exemplo, evitará o uso de água doce, cujo destino prioritário deve ser o abastecimento da população. Outra vantagem é a utilização do GNL (gás natural liquefeito), uma opção muito mais limpa que o diesel, óleo e o carvão, usados hoje em diversas usinas termoelétricas instaladas no país, -as emissões de gás carbônico são cerca de 90% menores que as das termoelétricas a diesel.
 
Vale lembrar que o investimento no Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I é o maior já realizado pela iniciativa privada no Estado. Os recursos aportados, da ordem de R$ 5 bilhões, são oriundos dos acionistas EBRASIL e Golar Power e de instituições financeiras internacionais, ou seja, não foram ocupadas as linhas de crédito brasileiras. 
A geração de impostos, não só na construção como também na operação, beneficiará a região. As oportunidades de trabalho geradas, especialmente na fase de obras, foram prioritariamente ocupadas por sergipanos. Diversas empresas locais foram contratadas para prestação de serviços. 
 
A CELSE, de forma voluntária, investiu na recuperação de prédios públicos de grande valor arquitetônico e cultural. Em Aracaju, Arquivo Público, Biblioteca Epifânio Doria e Teatro Tobias Barreto foram recuperados e entregues à sociedade sergipana. Em Barra dos Coqueiros foram realizadas obras de urbanização, recuperação de espaços públicos e construção de escolas.
 
Mas o Complexo não deve ser considerado apenas como um projeto isolado de geração de energia: há que se pensar em Barra dos Coqueiros como um polo de gás. Isso inclui não só o nosso projeto de expansão da geração, mas outros que poderão ter grande impacto, uma vez que o complexo pode prover serviços de regaseificação para terceiros que necessitarem de gás como insumo. Há uma série de projetos que se viabilizam a partir da existência do gás na região, não só em forma gasosa como na forma líquida.
 
Reconhecemos o apoio que recebemos da sociedade sergipana e nos sentimos felizes por fazer parte da história que está sendo construída.
 
Pedro Litsek 
Presidente