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Inovação na execução da termoelétrica pode permitir a redução do prazo de entrega

Processo chamado de modularização trará ganhos significativos em qualidade e segurança para instalação de equipamentos que são entregues pré-montados e pré-comissionados.
 

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Em Barra dos Coqueiros, na construção da Usina Termelétrica Porto de Sergipe I, projeto da CELSE - Centrais Elétricas de Sergipe, a GE está em fase de finalização da solução de engenharia de modularização dos equipamentos que incluem tubulações, sistema elétrico, instrumentação e cabos de comando e controle, que foram entregues pré-montados e pré-comissionados. Este processo permitiu uma redução significativa no prazo na execução da obra, garantiu maior qualidade na fabricação dos módulos e proporcionou uma montagem segura com menor possibilidade de incidentes.

Para a UTE Porto de Sergipe I, a modularização reduziu em até 18 meses na execução do projeto comparado com obras que utilizam a metodologia tradicional de execução, o que pode representa uma redução de até 150 mil horas de trabalho na planta. Os benefícios incluem a flexibilidade tanto no cronograma de construção e montagem da obra, como também no cronograma financeiro do projeto.

Pela primeira vez, a GE utilizou a modularização nas caldeiras e em larga escala em um projeto, entregando 103 módulos para a UTE Porto de Sergipe I, sendo 33 módulos das caldeiras (HRSG), 25 módulos do sistema de utilidades (BOP) e 45 módulos do sistema interno das caldeiras (OCC). 

“Comparado com o método tradicional de montagem, nossa solução de modularização reduz de forma significativa os riscos de segurança, custo e cronograma do projeto, além de proporcionar mais qualidade na execução. Nossa sólida experiência em projetos EPC, cadeia de suprimentos mundial, somados com um planejamento integrado entre GE e CELSE, são fundamentais para o sucesso desta obra”, explica Luciano Silva, diretor do Projeto da GE.

Os módulos foram transportados via marítima, o que exigiu a customização dos equipamentos em função da logística especial para o transporte até Sergipe e içamento da carga no Terminal Inácio Barbosa (TMIB), pier do Pomonga e canteiro da obra. O maior módulo pesa 318 toneladas e tem dimensões surpreendentes: 8,5 m de altura, 8,5 m de largura e 33 m de comprimento. Os 58 módulos principais (HRSG e BPO) somam cerca de 6.000 toneladas.

Com a fabricação modularizada, a GE pode entregar uma usina térmica movida a gás natural em ciclo combinado de última geração, com um dos maiores níveis de eficiência do mundo. Essa solução de engenharia busca atender a demanda de prazo da CELSE, que foi vitoriosa no Leilão de Energia Nova, em abril de 2015. Os contratos firmados pela CELSE com 26 distribuidoras prevê o início da operação comercial a partir de janeiro de 2020. 

“Estamos muito satisfeitos com a execução da obra pela GE; o conceito de construir a usina como um “Lego” acelerou em muito a execução da obra. Para se ter uma ideia, em agosto de 2017, tínhamos finalizado a terraplenagem, hoje estamos com praticamente a montagem concluída e nos preparando para o comissionamento”, disse Pedro Litsek, presidente da CELSE.

Quando entrar em operação comercial, a UTE Porto de Sergipe I poderá ter capacidade de geração de cerca de 1.551 MW. 

Fonte: GE