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A termoelétrica que contribui para o desenvolvimento

Maior usina deste tipo em construção no País traz avanços econômicos e sociais para Sergipe, além de reforçar benefícios de grandes projetos para geração de energia
 
O Complexo Termoelétrico Porto de Sergipe I é um marco histórico para a economia sergipana e promete estimular o desenvolvimento da região. O investimento de R$ R$ 5 bilhões feito pela CELSE - Centrais Elétricas de Sergipe S.A. é maior já feito por uma empresa no Estado.
 
O empreendimento inclui Usina Termoelétrica Porto de Sergipe, que processará gás natural em energia elétrica; Linha de Transmissão, que levará energia até a rede de transmissão nacional; e Instalações Offshore, que contemplam uma unidade de armazenamento e regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL) e transporte até a usina. Toda essa estrutura utilizará tecnologia de ponta, fornecida pela GE, o que otimizará a usina em seu nível mais elevado de produção.

“Além de contribuir com o fortalecimento econômico local, a usina trará uma solução mais eficaz e muito mais limpa que o diesel e o carvão, combustíveis usados hoje em diversas termoelétricas brasileiras, utilizadas para suprir a demanda de energia em períodos de seca”, explica Pedro Litsek, presidente da CELSE.
 
A implantação do complexo teve início em agosto de 2016, e atualmente a fase de construção civil está em conclusão para ter início a montagem eletromecânica. Em 2019, começa a fase de testes e comissionamento. Em janeiro de 2020, a usina estará pronta para fornecer energia comercialmente.
 
Benefícios para a região
 
A instalação do Complexo já beneficia tanto a cidade de Barra dos Coqueiros quanto Sergipe, ampliando de forma significativa suas capacidades de investimentos em bens e serviços públicos. Até o momento, a Prefeitura Municipal já arrecadou cerca de R$ 14.9 milhões, apenas com o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS). Ao final do projeto, em 2020, a expectativa de arrecadação é de cerca de R$ 50 milhões.
 
Menos impacto ambiental e diversificação da matriz energética
 
Para implantação, serão consideradas soluções tecnológicas para gerar impactos socioambientais mínimos, como por exemplo, a utilização de água do mar em todo o processo da usina, evitando assim, que seja usada água potável e de abastecimento da região, minimizando o impacto na rede de água local.
 
Além disso, do ponto de vista ambiental, o GNL é uma opção muito mais limpa que o diesel e o carvão, usados hoje em dezenas de usinas no País. “Com o gás natural, temos 90% menos emissão de CO2, se comparado com as termelétricas a diesel. Além de reduzir as emissões, os sistemas a gás natural ajudam a trazer segurança à matriz energética, reduzir as perdas na transmissão e os riscos de blecaute, sobretudo porque complementam fontes intermitentes, como as renováveis, e podem ser acionados em caso de sobrecarga da rede. A termoelétrica vai trazer mais segurança para a rede, podendo ser acionada com rapidez para suprir a demanda energética em momentos críticos, evitando apagões ou interrupções no fornecimento de energia”, destaca Adriano Cezário, gerente do projeto da GE em Sergipe.